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ABAV Nacional negocia com entidades argentinas o reembolso das diárias pagas à rede hoteleira
 
ABAV Nacional negocia com entidades argentinas o reembolso das diárias pagas à rede hoteleira Preocupada com o não reembolso aos agentes de viagens brasileiros das diárias já pagas à rede hoteleira Argentina, principalmente a de Bariloche, onde eram esperados 50 mil brasileiros, a ABAV Nacional enviou carta, ontem, ao Inprotur, solicitando à coordenadora de Mercado da América Latina do instituto, Marcela Cuesta, uma gestão junto à rede hoteleira para a devolução do pagamento.

No documento, o presidente da ABAV Nacional, Carlos Alberto Amorim Ferreira, o Kaká, destaca que a entidade já conseguiu negociar com operadoras e companhias aéreas a anistia da multa por cancelamento, entretanto, a rede hoteleira Argentina, principalmente a de Bariloche, se recusa a devolver o pré-pagamento.

“É preciso entender que não há culpados pelo alastramento da Influenza A, mas todo o ônus está recaindo sobre os agentes de viagens, que são em sua maioria micro e pequenos empresários, e se vêem obrigados a ressarcir os passageiros (apesar de serem intermediadores de serviços), independente se conseguirão ou não a devolução do dinheiro junto aos fornecedores. Diante deste fato, muitas agências poderão fechar as portas. O prejuízo gerado por conta da gripe A não pode recair apenas sobre as agências”, escreveu Kaká.

A carta ao Inprotur ainda não foi respondida.

Ainda ontem, o diretor para América Latina e Caribe da ABAV Nacional, Ricardo A. Roman, enviou, em nome da entidade, uma carta ao presidente da AAAVYT, Ricardo Roza, pedindo que o mesmo interceda junto aos hoteleiros para o reembolso dos agentes de viagens brasileiros.


Seguem abaixo as cartas encaminhadas na íntegra:

Sr. Ricardo Roza
Presidente - AAAVYT

Estimado presidente,

En nombre del Sr. Carlos Alberto Amorim Ferreira - Presidente de la ABAV Nacional le informo y solicito que:

La ABAV Nacional pide formalmente que la AAAVYT interceda ante los hoteleros de la Argentina en general y de Bariloche en especial para que dialoguen y principalmente que les REEMBOLSEN a todos los agentes de viajes y operadores brasileños que prepagaron el alojamiento de sus pasajeros y que por causa de la PANDEMIA se vieron obligados a devolver el dinero a los pasajeros que cancelaron sus reservas.

En Brasil igual que en la Argentina gran parte de las agencias son pequeñas y medias empresas y no es justo que los agentes de viajes brasileños que trabajan todo el año con la Argentina ahora tengan que asumir solos esta perdida que para algunos sera muy dificil de soportar.

Quedando pendientes sus noticias reciba mis mas.

Cordiales saludos


Ricardo A. Roman
Director para América Latina y Caribe



À Coordenadora de Mercado da América Latina do Instituto Nacional de Promocion Turistica Argentino – INPROTUR

Vossa Senhoria Marcela Cuesta

Agradecemos o documento enviado por este instituto com esclarecimentos sobre a Influenza A na Argentina. Entretanto, essas informações não reverterão o quadro de cancelamentos dos pacotes já vendidos para a temporada de inverno na Argentina e Bariloche e que está causando sérios prejuízos às agências de viagens e operadoras que comercializaram o destino.

Como Vossa Senhoria deve saber, o Ministério da Justiça do Brasil determina rescisão de contrato junto às agências de viagens sem ônus para o turista brasileiro que comprou pacotes de viagens para países com casos de gripe Influenza A.

Já conseguimos negociar com operadoras e companhias aéreas a anistia da multa por cancelamento, entretanto, a rede hoteleira Argentina, principalmente a de Bariloche, se recusa a devolver o dinheiro das diárias, pagas antecipadamente e integralmente para garantir as reservas.

É preciso entender que não há culpados pelo alastramento da Influenza A, mas todo o ônus está recaindo sobre os agentes de viagens, que são em sua maioria micro e pequenos empresários, e se vêem obrigados a ressarcir os passageiros (apesar de serem intermediadores de serviços), independente se conseguirão ou não a devolução do dinheiro junto aos fornecedores. Diante deste fato, muitas agências poderão fechar as portas.

Ressaltamos que aproximadamente 25% dos brasileiros que viajam nesta época do ano escolhem a Argentina como destino e eram esperados cerda de 50 mil brasileiros só em Bariloche. Ou seja, o prejuízo é grande.

Diante do acima exposto, conclamamos a intervenção do INPROTUR no sentido de fazer gestões junto à rede hoteleira Argentina para o reembolso aos agentes de viagens. O prejuízo gerado por conta da gripe A não pode recair apenas sobre as agências.

Respeitosamente,

Carlos Alberto Amorim Ferreira
Presidente ABAV Nacional
 
www.abav.com.br
10/07/2009
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